16 de jun. de 2012

Você é a Rainha. Ele é o Rei.

Os portões se fecharam e dalí pra trás, já era passado. A dura realidade infinita que matou seu universo e a deixou em profundo desalento. Nada podia fazer senão acolher-se em si mesma e aconchegar-se em seu próprio âmago.

No instante em que visualizou a semente que gerava a energia estupidamente poderosa projetada em um homem o qual perfilou com seus mais minuciosos pensamentos, os quais foram erguidos em muralhas de experimentações, você decidiu enfrentar - como você sempre gostou de fazer, afinal.

Você soube usar as armas certas e em luta subjetiva, apenas mudou o caminho. Munida, segura e protegida, com disposição para viver conforme seus instintos indicavam. A vida é uma só. O tempo é a arena e você, a gladiadora que colocou sua alma na berlinda por total e verdadeira devoção aos seus anseios. Seu mais valioso trunfo, o qual sucumbe em impulsiva em generosa valentia, é cruel e selvagem. Mantém o aroma da magia como um troféu exibido com extremo prazer.

A fatídica direção da linha que você teve que seguir à sua frente foi transformada pra receber ao seu lado, a metade que faltava.


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